Exposição “25 anos de Projeto Bugio” acontece de 16 a 28 de junho na FIC

15/06/2016 10h29

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Exposição “25 anos de Projeto Bugio” acontece de 16 a 28 de junho na FIC

A Fundação Indaialense de Cultura recebe, de 16 a 28 de junho, a exposição intitulada “Retrospectiva de 25 anos de atividades do Projeto Bugio”, a qual visa divulgar o Projeto Bugio/Cepesbi (Centro de Pesquisas Biológicas Indaial) e fazer com que a comunidade tenha conhecimento das atividades desenvolvidas no Centro.


A abertura da mostra histórica será nessa quarta, 15 de junho, às 20h, nas dependências da FIC, durante noite de homenagens na Memória Científico-Cultural dos 25 anos do Projeto Bugio em Indaial.


A exposição gratuita integra as ações do Junho Verde na FIC e Departamento de Turismo e Eventos. A visitação será realizada de 16 a 28 de junho, das 8h às 12h e das 13h30 às 21h, diariamente. A FIC fica na rua Dr. Blumenau, 5, Centro.


Sobre a exposição


A exposição é composta por nove painéis artísticos, em suportes que destacam a técnica de colagem com areia, criados por Marli Alves Bontempo Peixe, apoiadora e simpatizante do Projeto Bugio. As obras foram produzidas no ano de 1994 e restauradas em 2016 para as comemorações dos 25 anos do Projeto Bugio.


A Exposição “Bugios” apresenta a Série Alerta Ecológico e tem como objetivo sensibilizar crianças e adultos, por meio de imagens reflexivas sobre os problemas que contribuem para a devastação do meio natural. Distingue o ambiente ideal para a vivência do Bugio na natureza, ações de desrespeito, e alerta no sentido amplo da palavra “preservar a casa dos primatas, as matas e o meio ambiente onde habitam”.


Os painéis são compostos pelas temáticas: Equilíbrio, Bugios em seu habitat, Indaial: Sede do Projeto Bugio, Derrubadas, Caça, Queimadas, Urbanização e Favelização, Operação Salvamento: Arca de Noé e Preservação do Planeta.


Sobre o Projeto Bugio


O Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial e o Observatório de Primatas do Morro Geisler foram criados através da Lei Municipal n° 2.099, de março de 1992. São mantidos por meio de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Indaial e a Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb). Desde sua fundação, o Centro tem realizado atividades de pesquisa, educação ambiental e integração da comunidade local com estudantes universitários e pesquisadores.


Dentre as principais atividades do Centro destacam-se o Projeto Bugio, um estudo científico que procura conservar a espécie Alouatta clamitans (Primates: Atelidae), o bugio-ruivo. Os estudos para melhor conhecimento dessa espécie tiveram início em ambiente natural em 1991, no Morro Geisler, em Indaial, numa área de 40 hectares de Floresta Ombrófila Densa, localizada no perímetro urbano do município e que possui ligação com o Parque Nacional da Serra do Itajaí.


Essa atividade gerou subsídios para manutenção de bugios em cativeiro e viabilizou a implantação de um criadouro científico, oficializado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em 1998, onde os dados científicos coletados a campo são aplicados a fim de incrementar o bem-estar dos animais cativos. O criadouro já recebeu mais de uma centena de animais e conta no momento com 47 indivíduos. Os animais são provenientes de apreensões em cativeiros ilegais realizadas pelo Ibama ou pela Polícia Ambiental, ou ainda trazidos pela comunidade local por apresentarem ferimentos, sejam eles por choques elétricos, atropelamentos, ataques por animais e outros.


A sensibilização e a conscientização da população local e regional quanto às questões ambientais iniciou-se já em 1992, com a participação em feiras e exposições, como a Festa do Colono, a Festa anual de emancipação do município e a Semana do Meio Ambiente de Indaial, assim como em palestras em escolas do município, de municípios vizinhos e empresas da região. O treinamento de estudantes e profissionais para desenvolverem atividades na área de primatologia sempre foi uma meta do Centro. Cerca de 250 pessoas, dentre estudantes da Furb e de outras instituições nacionais e internacionais, já foram capacitadas para atuar em estudos de ecologia, comportamento, biomedicina e medicina de primatas neotropicais.


As principais atividades realizadas no Projeto Bugio/Cepesbi são: atividades em campo, educação ambiental, atuação política, treinamento de estudantes universitários, banco de material biológico Alouatta clamitans, atividades em cativeiro e trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado.

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